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-Araponga- |
A origem da cidade está relacionada ao ciclo do ouro, sendo sua história ligada à distribuição de sesmarias e áreas de mineração no governo de D. Rodrigo José de Meneses, que visitou a região em 1781. Em 1826, foi criada a freguesia de São Miguel e Almas dos Arrepiados. Em 30.12.1926(Lei 2.764) elevou Araponga à categoria de cidade. Suas terras situam-se em um dos pontos mais altos da Zona da Mata em Minas Gerais, sendo o Pico do Soares, o mais elevado com 1.985m de altitude localizados na serra do boné,o Pico do Boné é o ponto geográfico que se destaca em 4º lugar entre os picos da região. A cidade de Araponga e uma típica cidade de montanhas, incrustada nas fraldas da serra do brigadeiro, encanta a primeira vista, e assim começa a se despontar no cenário turístico do pais. Vários eventos estão sendo realizados, como exemplo a Trilha Ecológica, na cultura, depois de muitos anos parada, a banda de musica(Corporação Musical Lira Coração de Jesus) volta dar a harmonia na cidade, uma das tradições da cultura folclórica de Araponga surge novamente o Caboclo que temos o prazer de assistir. A receptividade de seus habitantes revela a simplicidade da cidade. Os araponguenses somam hoje 7.914 habitantes, dos quais sessenta e oito por cento habitam a região rural, onde produzem feijão, milho, cana e café, que hoje e considerado o melhor café do Brasil tornado a região em destaque, além de criação bovina e granja.
"Juntamente com a fugacidade histórica de Araponga, não podemos esquecer das belezas naturais e o bucolismo que se instaura sob o clima ameno, típico das montanhas que nos cercam, formando a beleza natural, incansável ao olhos dos moradores e alvo de admiração dos visitantes''.
(Trecho do livro Conhecer Araponga)
Fotos da cidade de Araponga
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-SERRA DO BRIGADEIRO- |
COMO CHEGAR
O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro fica na Zona da Mata, no sudoeste de Minas Gerais, a 330 Km de Belo Horizonte. Ocupa uma área de 13.210 mil hectares, dividida entre sete municípios: Araponga com 41,03%, Fervedouro com 26,68%, Miradouro com 12,32%, Ervália com 8,77%, Sericita com 5,23%, Muriaé com 2,41% Pedra Bonita com 2,82% e Divino 0,73%. Há uma única estrada de 30 km que corta o parque, ligando as cidades de Araponga e Fervedouro, às margens da rodovia Rio-Bahia. O parque está localizado a 230 Km de Juiz de Fora e 60 Km de Viçosa e Carangola.
AS BELEZAS DE UM PARAÍSO AINDA VIRGEM
No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro a natureza criou uma defesa praticamente insuperável para suas riquezas. O relevo acidentado e os grotões úmidos impediram que o homem destruísse uma das maiores reservas de Mata Atlântica. O Parque foi incluído no Projeto Reserva da Biosfera da ONU, ao lado dos parques nacionais do Caparaó e da Serra dos Órgãos e do Parque Estadual do Rio Doce.
O valor real desse tesouro só agora está começando a ser calculado por pesquisadores da região, que contam com o apoio de cientistas de várias universidades do mundo inteiro. As descobertas de novas espécies de plantas ou de espécimes raros de animais em extinção.
Levantamentos feitos por imagens de satélite mostram que o parque possui 65% de sua superfície coberta por florestas, sendo:Matas nativas (40%), por matas secundárias (25%), o restante é composto por campos de altitude (10%) e áreas em recuperação (25%). A serra é uma "caixa d'água" para a Zona da Mata. Os rios e ribeirões que nascem nas serras abastecem as bacias do rio Doce e do rio Paraíba. As matas preservadas durante séculos da ação do homem, escondem ainda uma grande variedade de animais em extinção e de árvores encontradas apenas em reservas bem protegidas, além de plantas ainda desconhecidas. Seu clima é bem característico. A serra passa boa parte do ano encoberta por uma espessa camada de neblina. Nos meses mais frios, os pesquisadores têm de enfrentar temperaturas abaixo de zero. Seu ponto mais alto é o pico do Soares, a 1.985m de altitude. A vegetação tem a chamada floresta de encosta, até 1,4 mil metros de altitude, campos de altitude no alto da serra, acima de 1,6 mil metros, e mata de transição nos trechos intermediários. Os mesmo canyons florestais que protegem as árvores da ação dos madeireiros e das queimadas são também um empecilho para os pesquisadores.
Fotos de Alguns pontos da Serra do Brigadeiro
flora
A flora é um grande bandeira que o
Brigadeiro acolheu, já que o trabalho do botânico Lúcio de Souza Leoni,
especialista em orquídeas, responsável pela maior parte das descobertas de
espécies raras ou desconhecidas, foram organizados nestes dez anos de laboriosas
pesquisas. O Herbário Guido Pabst, de Carangola, representado pelo seu curador,
professor Leoni, conseguiu determinar até agora 107 famílias de fanerógamas
(plantas superiores) e 24 de criptógramas (plantas inferiores), num total de
1.600 espécies, com a descrição de quatro novas espécies para a ciência. Leoni
já identificou 170 espécies de orquídeas no Parque, mais do que nos Estados
Unidos (exceto o estado da Flórida) ou do que no Canadá inteiro e pouco menos do
que na Amazônia.
Nos trabalhos de identificação de espécies, o herbário sempre
contou com a ajuda e cooperação de vários pesquisadores do Brasil e do exterior.
Na floresta de encosta encontra-se várias espécies arbóreas de grande valor comercial e ambiental como:
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Nome comum |
nome científico |
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Ipê |
Tabebuia sp |
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Angico |
Anadenanthera sp |
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Murici |
Vochysia rectifora |
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Canjerana |
Cabralea canjerana |
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Peroba |
Aspidosperma sp |
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Candeia |
Canillosperma sp |
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Sapucainha |
Carpotroche brasiliensis |
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Canela |
Nectranda sp |
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Jequitibá |
Cariniana sp |
Fotos de alguns flores da Serra do Brigadeiro:
faÚna
Depois de anos de incansáveis pesquisas no detalhamento e levantamento da faúna existente na floresta nativa do Brigadeiro, o biólogo e professor Braz Cosenza descobriu, recentemente, na Fazenda Neblina, localizada na região, a existência de seis espécimes de primatas, cinco dos quais ameaçados de extinção feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA).
Nos quase 2.000 hectares de mata nativa da Fazenda Neblina, o biólogo identificou exemplares do sagui-da-serra, sagui-da-serra-escuro, sauá, barbado e do mono-carvoeiro. Um dos momentos que mais encantou Cosenza, desde que começou a estudar a fauna e a flora da Serra do Brigadeiro, foi o resgate, em 1987, de uma fêmea do mono-carvoeiro, ou muriqui, o maior macaco das Américas e um dos animais mais ameaçados de extinção no mundo. O mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides), primata de cerca de 18 quilos e que mede 125 centímetros na fase adulta, em sua formação nativa, distribuía-se desde São Paulo, até a Bahia.
Principais espécies de Faúna encontradas no Parque:
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Nome comum |
nome científico |
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Araponga |
Procnias nudicollis |
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Inhambu |
Crypturellus sp |
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Gavião tesoura |
Elanoides forticatus |
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Gavião pomba |
Leocupternis lacernulata |
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Pavó |
Pyroderus scutatus |
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Sauá |
Callicebus personatus |
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Jaguatirica |
Felis pardalis |
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Paca |
Agouti paca |
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Irara |
Eira barbara |
Fotos de alguns animais da Serra do Brigadeiro:
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-Centro de Estudos Ecológicos Educação Ambiental-CECO- |
Criado há alguns anos, o CECO (Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental), é uma entidade civil, autônoma e de utilidade pública, sendo criada por ambição de algumas pessoas em tratar a questão ambiental fora da conversa informal. O CECO vem há muito tempo auxiliando entidades ambientais e de pesquisa, assim como o bem público nas questões tocantes ao meio ambiente e a pesquisa científica. Através do trabalho do biólogo Braz Cosenza, que é também o presidente da CECO, conseguiu-se a construção de um "laboratório de campo", localizado dentro da área do Parque da Serra do Brigadeiro, na Fazenda Neblina.
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-Araponga investe na Ecologia e no Turismo- |
Araponga faz parte do seleto grupo de cidades brasileiras que investiram no mio ambiente e no fomento ao turismo como fatores de desenvolvimento municipal. No dia 21 de junho de 2002, por ocasião da visita do Ministro do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, Araponga inaugurou as instalações da Sede do Centro de Operações da Brigada Municipal de Combate aos Incêndios Florestais e do Centro de Informações Ambientais construídas a partir do Convênios assinados entre o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Prefeitura Municipal de Araponga. O total de recursos envolvidos é de CR$ 280.000,00 (duzentos e oitenta mil reais).
Com a inauguração do Centro de Informações Ambientais, os turistas terão ao seu alcance informações sobre como proceder dentro do Parque e, também, sobre aspectos ambientais, cuidados e curiosidades sobre a fauna e a flora, informações essas que, agora, suprem uma grave e antiga deficiência do local, ou seja, a falta de informações. Produtores rurais, alunos de escolas de Educação Ambiental e a própria população também terão informações ao seu alcance.
O Centro possui computadores ligados a satélites que o monitoram todo o Parque. O rastreamento será feito duas vezes por dia, pela manhã e à tarde, e informará possíveis áreas de calor e fornecerá informações meteorológicas de todo o País.
Texto: Alex(A.J.L) Fonte: Livro Conhecer Araponga
Conheça Araponga-MG:

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